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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

08

Dependências. 
Oportunidade para se fazer um ser humano melhor

Se estivermos vivendo quadros de dependências, se estamos em uso de drogas, qualquer delas, álcool, maconha, cocaína, craque, comida, afetos doentios e ou sexo etc. estamos muito doentes afetivamente e, ou fisicamente também.
Ao identificarmos que esta direção não é mais satisfatória e, que desejamos mudar este curso, vamos precisar tirar as drogas da direção, nos tornar os senhores de nós mesmos, e dar outra direção à nossa vida,  tomar o leme, o comando de nós mesmo, somos os únicos responsáveis pelo que está nos acontecendo, aqui e agora.
Aceitarmos que não somos capazes, sozinhos, de sair do lamaçal em que nos afundamos, aceitarmos nossa impotência sobre nosso objeto de compulsão. Somente assim poderemos caminhar em direção à sobriedade, lucidez, para isso precisamos buscar a saúde afetiva em nossos relacionamentos com as pessoas significativas para nós.  
Vamos começar a trabalhar a nossa saúde afetiva, acreditando em um poder superior a nós, poder este, capaz de nos colocar em nosso lugar, o lugar de não “deuses”, no lugar de seres imperfeitos que necessita evoluir, moral e espiritualmente. Este ser superior não precisa estar vinculado à nenhuma religião, mas precisamos entender a nossa pequenez e arrogância. Este poder superior é algo fora de nós, capaz de nos conduzir a uma amplitude na reflexão pessoal, moral.
Eu particularmente, gosto muito de usar o evangelho para esta evolução moral e, com o objetivo de ampliar a compreensão de termos muito desgastados e pouco compreendidos, eu complemento este estudo com o dicionário de filosofia do Abagano, disponível também na internet. Ampliar minhas reflexos e não ficar presa a dogmas, é a busca da “cura” pelo saber com humildade, somos seres em evolução constante, assim, evoluímos  ou sucumbimos.  
Passamos para o terceiro estagio, primeiro admitimos nossa impotência, depois, que sozinhos e muito difícil fazer este processo, enganamos a nós mesmos, agora precisamos aceitar nossa pequenez neste imenso universo, precisamos buscar algo fora de nós, superior a nós, precisamos buscar a DEUS, como o concebemos.  
lembrando que eu não tenho técnicas de redação, tenho apenas o desejo de compartilhar com você a minha experiência pessoal e com o meu trabalho.
Elizabeth Maria Chimicati    

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013



 07

Porque do Título?

Obesidade uma Doença do Afeto

”os afetos constituem aquela classe restrita de emoções que acompanham algumas relações interpessoais (entre pais e filhos, entre amigos, entre parentes), limitada àquela tonalidade indicada com o adjetivo “afetuoso” e que por isso exclui o caráter exclusivista e dominante da paixão. A palavra designa o conjunto de atos ou de atitudes como a bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura etc., que, no seu todo podem ser caracterizados a situação em que uma pessoa “toma cuidado de” ou “nutre solicitude por” uma outra pessoa ou em que estoutra responde positivamente, ao cuidado ou à solicitude de que foi objeto. O que comumente se chama “necessidade de ser: compreendidos, assistidos, ajudados nas próprias dificuldades, seguido com olhar benévolo e confiante. Nesse sentido o afeto não é senão uma das formas de amor”.
Dicionário de filosofia – Abaggano.
       
 Ao escolher este título para o livro, Obesidade uma Doença do Afeto, eu quero dizer que alguma coisa deu errado com nossas relações primárias de amor, com as pessoas mais significativas para nós, ficamos eternas crianças, perdidas, à margem da humanidade, não fazemos parte, não pertencemos, não nos reconhecemos e não somos reconhecidos, somos reféns de nossa própria dor.
”os afetos constituem aquela classe restrita de emoções que acompanham algumas relações interpessoais (entre pais e filhos, entre amigos, entre parentes)”,...
O texto de Abaggano define precisamente o que eu chamo de relação de afeto, quando as coisas saem diferente disso, ficamos doentes afetivamente, por isso doença do afeto. Nossos afetos adoeceram, essa doença se manifesta de várias formas, os distúrbios compulsivos é uma das manifestações dessa disfunção emocional. Essa é a que nos interessa, e vamos estudar.
“o conjunto de atos ou de atitudes como a bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura etc...”. A situação em que uma pessoa “toma cuidado de “ou” nutre solicitude por” uma outra pessoa”...
“necessidade de ser compreendido, assistido, ajudado nas próprias dificuldades, seguido com olhar benévolo e confiante. Nesse sentido o afeto não é senão uma das formas de amor”.
       É muito difícil para um recém nascido desenvolver uma boa saúde psicológica e emocional sem as condições descritas acima.
Com essas necessidades não atendidas, ele irá se desenvolvendo como uma planta em condições inadequadas de: solo, iluminação, ventilação e irrigação.__ RAQUÍTICA e sujeita a PESTES.
Eu comprei para o meu consultório um bambu chinês, ele era muito lindo, eu o queria ali, insisti tanto até que ele morreu. Minha sala por mais iluminada que fosse não era o ideal para ele, não oferecia a ele as condições necessárias para o seu desenvolvimento saudável, meu egoísmo falou mais alto e quando eu decidi dar a ele outras possibilidades ele não mais resistiu, morreu. Foi nessa relação com ele que me sensibilizei com o que seja condição adequada.
Em condições adversas a criança pode desenvolver raquitismo psicológico, será um desnutrido emocional, e como consequências de tudo isso será uma criatura fora de sintonia, desarmônico em si mesma.
       “bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura, alguém tomando conta de..., que seja solicito a..., alguém presente às nossas necessidades de ser compreendidos, assistidos, ajudados nas próprias dificuldades, ser seguidos com um olhar benévolo e confiante.
“a situação em que uma pessoa “toma cuidado de ”ou“ nutre solicitude por” uma outra pessoa ou em que estoutra responde positivamente, ao cuidado ou à solicitude de que foi objeto”
Este é o dom de amar e não ficar doente (dependência afetiva) ou fazer dependentes) não é um amor de algemas, é um amor que liberta na aceitação. 

Elizabeth Maria Chimicati