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terça-feira, 4 de novembro de 2014

“Cirurgia Bariátrica Responsável  pelo controle da DIABETES”

Má fé, ou noticia incompleta?

Hoje dia, dia 04/11/2014 às 08:20,  na Rede Globo, durante o programa “Bom dia Brasil” foi noticiada a espetacular descoberta: “A CIRURGIA BARIÁTRICA REDUZ A DIABETE, DESCOBERTA DOS MÉDICOS INGLESES.”

É muito interessante que, após um longo período fora das manchetes, a cirurgia bariátrica está de volta oferecendo um novo milagre.

Primeiro foi como a solução mágica para os obesos que acreditaram que iriam continuar comendo descontroladamente, livres das consequências.

Depois a noticia passa a ser as consequências nefastas deste cirurgia.

Agora volta á mídia com a maravilhosa noticia de que esta cirurgia resolve o problema do diabetes.

O mais ingênuo ou desinformado sabe que a CIRURGIA BARIÁTRICA consiste na redução do estomago. Com o tamanho do estomago reduzido, a pessoa, vitima desta cirurgia, apenas diminui o consumo de alimentos pelo extremo desconforto que sente ao se alimentar e, como consequência, emagrece.

Coagida pelo desconforto extremo, a pessoa passa a consumir uma quantidade de alimentos inferior às necessidades do bom funcionamento do organismo, passando, assim, a necessitar de medicação complementar para suprir o organismo de deficiências vitamínicas.

Em minha compreensão, se consumimos menos açúcar, a glicose no organismo equilibra, e, em casos mais complicados, independente de obesidade ou não, existem outros recursos.

Assim sendo, não consigo entender o motivo da   “CIRURGIA BARIÁTRICA” estar de volta oferecendo mais um milagre. 

Caso eu esteja equivocada, com meu raciocínio, aceito esclarecimentos, pois como sabem este é um assunto de meu interesse pessoal.







domingo, 5 de janeiro de 2014




 09
Reorganizando as ideias


Caso você tenha dificuldades no uso de substancias, remédios, comida, trabalho, sexo e ou nas relações de afeto e, ao reconhecer estas dificuldades, decidiu se tratar, continue sendo paciente comigo, vou tentar passar para você uma noção do que seja um programa de recuperação.
Começo esclarecendo a diferença entre, tratamento  que busca a cura e recuperação.
Ao fazermos um tratamento de saúde física, estamos buscando uma cura, será diagnosticada uma doença,  será prescrito para nós um tratamento, iremos tomar todos os remédios, vamos seguir todas as orientações de nosso médico, assim temos uma grande possibilidade de ficarmos curado.
Recuperação o que é?
As dependências são doenças, porém incurável, progressiva, fatal e primária.
Vamos iniciar clareando aspecto PROGRESSIVA, isto significa que ninguém inicia as drogadicções de modo violento, é lento, cada dia um pouquinho, à medida que o tempo avança o “prazer” diminui, com isso a pessoa a buscar dada vez mais e com maior frequência, tornando escravo das drogas  inclusive de relacionamentos doentios.
INCURÁVEL,  as dependências não tem cura, ou seja, nunca ter o domínio sobre nossas drogas, uma vez dado o primeiro..., voltamos à ativa, voltamos para o fundo do posso  por seu aspecto progressivo, existem pessoas mais ou menos frágeis, resistindo mais ou menos, é só uma questão de tempo, o ponto de chegada existe para todo drogadito, o fundo do posso.
FATAL, as drogas matam. Nos relacionamentos afetivo podem levar ao homicídio e ou suicídio a uma vida de humilhação e constrangimento para o casal e os filhos, levando à morte moral e afetiva também. A comida por todas os as consequências, diabetes, colesterol, hipertensão, distúrbios cardiovascular, câncer, dor moral, vergonha... quanto ao álcool e outras drogas cada uma com suas sequelas, e, a pior delas, a morte moral, afetiva, social, sexual, espiritual, viramos zumbis, mortos vivos.
PRIMÁRIA, mesmo que a saúde física esteja totalmente comprometida, afastar-se de sua, ou suas drogas de preferência é condição primeira, não é possível um tratamento de saúde física que caminhe paralelo ao uso de drogas, em síntese, a primeira coisa a ser feita é criar condições de afastamento da droga.
Assim, RECUPERAÇÃO, é uma proposta de TRATAMENTO que deixa claro à pessoa  que ela jamais poderá fazer uso de sua droga impunemente é um processo onde a pessoa a totalmente responsável, esta responsabilidade precisa sair do profissional e ser transferida para o recuperando, isso é feito com o repasse de técnicas, meios, recursos, muitas destas ferramentas que o AA nós pressentia isto é um programa de recuperação, onde você terá um papel ativo, será o gestor de sua vida, retomando o comando que as drogas haviam te roubado.  

Elizabeth Maria Chimicati

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

08

Dependências. 
Oportunidade para se fazer um ser humano melhor

Se estivermos vivendo quadros de dependências, se estamos em uso de drogas, qualquer delas, álcool, maconha, cocaína, craque, comida, afetos doentios e ou sexo etc. estamos muito doentes afetivamente e, ou fisicamente também.
Ao identificarmos que esta direção não é mais satisfatória e, que desejamos mudar este curso, vamos precisar tirar as drogas da direção, nos tornar os senhores de nós mesmos, e dar outra direção à nossa vida,  tomar o leme, o comando de nós mesmo, somos os únicos responsáveis pelo que está nos acontecendo, aqui e agora.
Aceitarmos que não somos capazes, sozinhos, de sair do lamaçal em que nos afundamos, aceitarmos nossa impotência sobre nosso objeto de compulsão. Somente assim poderemos caminhar em direção à sobriedade, lucidez, para isso precisamos buscar a saúde afetiva em nossos relacionamentos com as pessoas significativas para nós.  
Vamos começar a trabalhar a nossa saúde afetiva, acreditando em um poder superior a nós, poder este, capaz de nos colocar em nosso lugar, o lugar de não “deuses”, no lugar de seres imperfeitos que necessita evoluir, moral e espiritualmente. Este ser superior não precisa estar vinculado à nenhuma religião, mas precisamos entender a nossa pequenez e arrogância. Este poder superior é algo fora de nós, capaz de nos conduzir a uma amplitude na reflexão pessoal, moral.
Eu particularmente, gosto muito de usar o evangelho para esta evolução moral e, com o objetivo de ampliar a compreensão de termos muito desgastados e pouco compreendidos, eu complemento este estudo com o dicionário de filosofia do Abagano, disponível também na internet. Ampliar minhas reflexos e não ficar presa a dogmas, é a busca da “cura” pelo saber com humildade, somos seres em evolução constante, assim, evoluímos  ou sucumbimos.  
Passamos para o terceiro estagio, primeiro admitimos nossa impotência, depois, que sozinhos e muito difícil fazer este processo, enganamos a nós mesmos, agora precisamos aceitar nossa pequenez neste imenso universo, precisamos buscar algo fora de nós, superior a nós, precisamos buscar a DEUS, como o concebemos.  
lembrando que eu não tenho técnicas de redação, tenho apenas o desejo de compartilhar com você a minha experiência pessoal e com o meu trabalho.
Elizabeth Maria Chimicati    

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013



 07

Porque do Título?

Obesidade uma Doença do Afeto

”os afetos constituem aquela classe restrita de emoções que acompanham algumas relações interpessoais (entre pais e filhos, entre amigos, entre parentes), limitada àquela tonalidade indicada com o adjetivo “afetuoso” e que por isso exclui o caráter exclusivista e dominante da paixão. A palavra designa o conjunto de atos ou de atitudes como a bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura etc., que, no seu todo podem ser caracterizados a situação em que uma pessoa “toma cuidado de” ou “nutre solicitude por” uma outra pessoa ou em que estoutra responde positivamente, ao cuidado ou à solicitude de que foi objeto. O que comumente se chama “necessidade de ser: compreendidos, assistidos, ajudados nas próprias dificuldades, seguido com olhar benévolo e confiante. Nesse sentido o afeto não é senão uma das formas de amor”.
Dicionário de filosofia – Abaggano.
       
 Ao escolher este título para o livro, Obesidade uma Doença do Afeto, eu quero dizer que alguma coisa deu errado com nossas relações primárias de amor, com as pessoas mais significativas para nós, ficamos eternas crianças, perdidas, à margem da humanidade, não fazemos parte, não pertencemos, não nos reconhecemos e não somos reconhecidos, somos reféns de nossa própria dor.
”os afetos constituem aquela classe restrita de emoções que acompanham algumas relações interpessoais (entre pais e filhos, entre amigos, entre parentes)”,...
O texto de Abaggano define precisamente o que eu chamo de relação de afeto, quando as coisas saem diferente disso, ficamos doentes afetivamente, por isso doença do afeto. Nossos afetos adoeceram, essa doença se manifesta de várias formas, os distúrbios compulsivos é uma das manifestações dessa disfunção emocional. Essa é a que nos interessa, e vamos estudar.
“o conjunto de atos ou de atitudes como a bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura etc...”. A situação em que uma pessoa “toma cuidado de “ou” nutre solicitude por” uma outra pessoa”...
“necessidade de ser compreendido, assistido, ajudado nas próprias dificuldades, seguido com olhar benévolo e confiante. Nesse sentido o afeto não é senão uma das formas de amor”.
       É muito difícil para um recém nascido desenvolver uma boa saúde psicológica e emocional sem as condições descritas acima.
Com essas necessidades não atendidas, ele irá se desenvolvendo como uma planta em condições inadequadas de: solo, iluminação, ventilação e irrigação.__ RAQUÍTICA e sujeita a PESTES.
Eu comprei para o meu consultório um bambu chinês, ele era muito lindo, eu o queria ali, insisti tanto até que ele morreu. Minha sala por mais iluminada que fosse não era o ideal para ele, não oferecia a ele as condições necessárias para o seu desenvolvimento saudável, meu egoísmo falou mais alto e quando eu decidi dar a ele outras possibilidades ele não mais resistiu, morreu. Foi nessa relação com ele que me sensibilizei com o que seja condição adequada.
Em condições adversas a criança pode desenvolver raquitismo psicológico, será um desnutrido emocional, e como consequências de tudo isso será uma criatura fora de sintonia, desarmônico em si mesma.
       “bondade, a benevolência, a inclinação, a devoção, a proteção, o apego, a gratidão, a ternura, alguém tomando conta de..., que seja solicito a..., alguém presente às nossas necessidades de ser compreendidos, assistidos, ajudados nas próprias dificuldades, ser seguidos com um olhar benévolo e confiante.
“a situação em que uma pessoa “toma cuidado de ”ou“ nutre solicitude por” uma outra pessoa ou em que estoutra responde positivamente, ao cuidado ou à solicitude de que foi objeto”
Este é o dom de amar e não ficar doente (dependência afetiva) ou fazer dependentes) não é um amor de algemas, é um amor que liberta na aceitação. 

Elizabeth Maria Chimicati

terça-feira, 19 de novembro de 2013

06



Droga dicções.

Evolução moral, pessoal, filosófica... O mais amplo que se possa ir, como meio de tratamento das doenças compulsivas, doenças moral.

 Continuo insistindo na grande necessidade de uma reformulação de valores, conceitos, princípio... se desejarmos conquistar a saúde física, nada está solto, não podemos nos fragmentar, a saúde precisa ser integral, mente, caráter e corpo, eu continuo muito encantada com este pensamento de Fernando Pessoa.

FERNANDO PESSOA...

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,

que já tem a forma do nosso  corpo, e esquecer os nossos 

caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.


Considerando estas roupas usadas, e os caminhos que levam sempre aos mesmos lugares, como nossos, conceitos, preconceitos, hábitos nocivos, vaidades, arrogância, rebeldia... 
Precisamos entender que: “É tempo da travessia”

É tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos 

ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." 


“E se não ousarmos fazê-lo, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”.

É onde vivemos, à margem de nós mesmos, da vida


Nós compulsivos, usuários de drogas, ou que transformamos, pessoas, alimentos, lazer, trabalho, seja lá o que for, em drogas, temos apenas uma possibilidade. A de nos fazermos melhores pessoas para conquistando a saúde física, mental, espiritual, filosófica, a saúde plena.



O que eu já pensei um dia ser um castigo divino, hoje eu agradeço a possibilidade que o distúrbio alimentar como veículo de evolução.



Elizabeth Maria Chimicati

terça-feira, 12 de novembro de 2013


05



Um bom exemplo da desonestidade e negação


Hoje, eu estava em um ônibus, quando fui despertada pela fala de uma moça que dizia o seguinte:
 ... ela tem 16 anos e é magra de aparecer os ossos, eu erra muito magra, depois tive distúrbio hormonal, tomei muito remédio e engordei, eu não posso emagrecer, tenho o quadril muito largo...
Neste momento ela ficou de pé e eu pode ver a moça, muito gorda mesmo, como ela continuava justificando o porque de não poder emagrecer, eu fui acompanhando a moça após ela descer do ônibus, estava claro para mim que se tratava de um quadro de compulsão alimentar clássico, o que foi comprovada no momento em que a moça entrou numa destas pastelarias, destas onde a gordura gruda em quem passa pela rua.
Eu trouxe este exemplo porque, somente poderemos avançar em qualquer possibilidade de trabalho efetivo da obesidade, quando entendermos como funciona o obeso. Hoje eu tenho hipotireoidismo, tomo medicação e estou com o peso bacana. A muitos anos após as duas gravidez eu pesava 128 K. Um médico disse para mim: _ o seu problema é a gordura. E eu disse para ele: Eu não como nada, como igual a meus filhos. 03 e 05 anos. Se eu fosse o médico teria dito para mim: Cuidado que você vai matar seus filhos.
Somos assim. Precisamos, nos  obesos e profissionais considerar o aspecto moral se quisermos fazer trabalho também honrando, honesto, não apenas engordar a conta bancária, pois o obeso ainda continua sendo muito lucrativo.


Elizabeth Maria Chimicati